sexta-feira, novembro 30, 2012

Feridas de um amigo


“Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Provérbios 27:6). Elogios não identificam necessariamente os amigos, nem a crítica sempre vem dos inimigos. Lembre-se de Judas que beijou o Senhor – e o traiu. Alguns dos elogios mais elaborados e melosos que já recebi vieram dos meus inimigos – muitas vezes associados a uma dor cortante nas costas, onde entrou a faca! Alguns dos comentários mais desagradáveis, doloridos e de murchar o meu ego sobre mim e meu trabalho vieram dos meus melhores amigos. Um inimigo contará a todos que você tem mau-hálito; um amigo talvez te dê refrescante bucal para você experimentar. Oh, como a crítica dói! Como ela nos faz sentir! Mas quando a dor do orgulho ferido ceder, você perceberá que era um favor. Ignorar o problema jamais teria ajudado. Você não teria o seu amigo para agir de outra maneira – apesar de precisar de um tempo para agradecer pela “ferida” que ele causou. É difícil agradecer um dentista enquanto ele está furando o dente!
Interesse genuíno na alma causa preocupação em um amigo que observa o meu caminho se afastar de Deus. Uma dura bronca pessoal – “tu és o homem” (2 Samuel 12:1-7) – pode ser necessária para me colocar nos eixos. É melhor sofrer com uma ferida temporária que a perda eterna. Eu me tornarei, então, o seu inimigo porque te conto a verdade? (veja Gálatas 4:16).
Porém, um amigo não acha prazer em causar tais feridas. Eu fico ressentido com o médico que sorri enquanto mexe num lugar dolorido! Eu sei que ele tem que fazer isso, mas não gosto de pensar que ele gosta disso! É fácil demais tornar uma crítica profissional e perpétua de tudo e de todos–se deliciar por achar falhas. Certamente tal atitude não é uma virtude e evidentemente raramente traz proveito para alguém. Um inimigo mira a sua flecha para destruir e machucar; um amigo jamais faz isso. Os nossos pais nos corrigiram. As marcas velhas nos “traseiros” não objetivavam a nossa destruição mas foram feridas de amor para o nosso proveito.
E há o outro lado da moeda – ser um amigo. Nem sempre é fácil. A amizade é mais do que visitas sociais, compartilhar refeições e aproveitar o companheirismo um do outro. É se preocupar o suficiente para fazer o que for preciso – independentemente de quanto a tarefa for desagradável.
A dura carta de correção aos coríntios de Paulo foi escrita “no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração ... com muitas lágrimas ... para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida” (2 Coríntios 2:4). Paulo se preocupou a respeito de escrever a carta e como ela seria recebida, mas ele se alegrou quando soube do seu arrependimento (2 Coríntios 7:6). A sua atitude e as suas ações provaram a sua amizade.
Por que será que muitas vezes nós evitamos as tentativas de restaurarmos os perdidos (Gálatas 6:1). Sabemos que devemos, sabemos que seria uma bondade. Não é fácil! Por que não raciocinamos com os nossos vizinhos que não são cristãos? Alegamos ser amigos mas ignoramos a sua necessidade maior – a salvação do pecado. Receiamos dizer, “Temo que você estará perdido”. Ficamos quietos e os deixamos ir, sem incômodos, ao inferno. Que tipo de amigo faria assim?
 [Fonte {http://vencedor-cristo.blogspot.com.br/2011/12/feridas-de-um-amigo.html}]

quinta-feira, novembro 08, 2012

Regeneração do ser humano



(Salmo. 51: 10) Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

Romanos.10:9- A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

A solução de Deus para o coração pecaminoso e a regeneração dos seus pecados, é voltar-se para Deus pela “fé”, e aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor pessoal. O coração que experimenta o novo nascimento de Deus tem o desejo de amar e obedecer. Muitas vezes são repetidas estas Palavras diante do povo pelos seus profetas, este amor, que vem do coração.

O amor e a dedicação a Deus não podem estar separado da obediência à Sua Palavra.

Jesus ensina amar a Deus de todo o coração e ao seu próximo, resume toda a Lei de Deus.

(Mateus. 22: 37,38) – E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento.

E amá-Lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.”  (Marcos. 12 : 33)

“O coração regenerado” Medita, busca, clama a Deus, confia e canta de júbilo.

Efésios. 5: 19,20 – Falando entre vós em Salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Que a Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração.

Como está o seu coração? Se o seu coração está vazio, angustiado, triste, endurecido, clame ao Senhor que Ele te ouvirá. Deus é fiel e justo para perdoar e regenerar. Ele dá para você um coração novo.

[Fonte {http://estudos.gospelmais.com.br/novo-coracao.html}]

quarta-feira, outubro 24, 2012

... um entre os Santos: John R. W. Stott



Memorial John Stott
A vida de John Stott (1921 -2011) foi marcante. Seu modelo de liderança não foi apelativo, muito menos ditatorial, mas, com humilde singeleza, ele trabalhou pela unidade da Igreja e por uma prática missionária coerente com a obra reconciliadora de Jesus Cristo. [Revista ULTIMATO]

“quarta-feira, julho 27, 2011
Faleceu um entre os Santos: John R. W. Stott
Como Augustus escreveu semana passada, morreu Amy Winehouse, uma inglesa de grande influência no mundo pop. Morreu, supostamente, de overdose, aos 27 anos. Ainda não há um laudo, mas, pela sua vida, ninguém acredita que seja diferente disso. Muitas vezes apareceu em público sob a influência de drogas e pelo que vemos na televisão muitos de seus fãs encontram-se profundamente enlutados. O mundo lamenta uma morte trágica.
 Morreu hoje, aos 90 anos, John R. W. Stott, outro inglês de grande influência, mas na contracultura pop. Nascidos no mesmo país, no mesmo século mas em universos diferentes (lembrando do livro de James Sire, O universo ao lado no qual mostra que universos diferentes são concebidos de acordo com a visão de mundo do indivíduo).
 Amy celebrou o hedonismo do seu universo e espalhou aquilo que recebeu de seu tempo. Stott celebrou a santidade e uma vida simples, olhando para um universo completo e cheio da graça de Deus (Conheci a casa de Stott e ali fiz duas refeições simples e singelas, preparadas por ele mesmo. Ele mostrou, com grande entusiasmo, os slides de um esporte radical que praticava: ver pássaros in natura! Escreveu um livro chamado The Birds our Teachers, ilustrado com fotos que ele mesmo tirou).
 Amy levou uma vida regrada a bebida, drogas e sexo pregando este estilo de vida pela sua música. Stott pregou a centralidade de Cristo, a vida de Cristo e a obra de Cristo. (Em 1985 estudei no London Institute for Contemporary Christianity e tive aulas de hermenêutica bíblica com Stott. Ele me ensinou que o pregador crente deve viver em busca de integridade hermenêutica, respeitando o autor divino e o autor humano das Escrituras.)
 A mídia noticiou incansavelmente a morte de Amy, mas duvido que a notícia da morte de Stott saia em mais do que alguns noticiários pontuais no exterior. Mais uma evidência de que este homem, capelão da rainha da Inglaterra, era contra-cultura.
 No dia 06 de outubro de 1985 fui participar do culto em All Souls Church, onde Stott era pastor emérito. Ele pregou nos primeiros versos de Hebreus, "Jesus, a palavra final". Lembro-me de ter vertido lágrimas diante da clareza, simplicidade e autoridade com que expôs a Escritura. Hoje ouvi novamente o mesmo sermão, lágrimas me vieram mais uma vez (http://allsouls.org/Media/Player.aspx?media_id=50218&file_id=53536). Eis o esboço:

1. Cristo e a Palavra: Ele é a Palavra de Deus, completa e final.
 2. Cristo e a criação: Ele é o agente, o sustentador e o herdeiro, o Cristo cósmico, o alfa e o ômega.
 3. Cristo e o Pai: Ele irradia a glória de Deus: idêntico em natureza e essência; Ele é o selo da natureza de Deus: distinto em pessoa.
 4. Cristo e a Salvação: veio para lidar com pecados, purificar dos pecados e cumprir uma obra perfeita, a justiça perfeita de um Deus justo!
 Aplicação: este é o seu Cristo? Ele é único ao revelar e salvar. Quem entende isto, sabe que não pode recorrer a mais ninguém. Esta era a tentação dos Hebreus que receberam carta. Nós precisamos voltar a esta visão bíblica de Cristo. É o caminho para este mundo sincretista e pluralista. Nunca esqueça, não há outra revelação. Não há nada que possa substituir, melhorar ou ser acrescentado à revelação no Verbo encarnado. Depois que vemos a Cristo, não há outra coisa no que possamos crer. Nunca esqueça, não há outra salvação: Ele é completo, singular. Não há outro em que se possa encontrar salvação. Ele também é salvador singular. Sem Cristo não há revelação e não há salvação. Ele é "hapax", de uma vez por todas... Deus não tem mais a dizer do que Ele já disse nesse salvador. Crer nisto é ser cristão evangélico.
             Que o Senhor nos abençoe com homens abençoados como foi Stott para a glória dEle. Os céus celebram a chegada de um feito santo pelo sangue de Cristo.”
[Fonte {http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/07/esta-semana-faleceu-um-entre-os-santos.html}]